quarta-feira, 20 de julho de 2011

Domínio sobre a língua




As nossas palavras servem como um antinodo quanto um veneno, são usadas para abençoar quanto para amaldiçoar, mas não pode ser assim! Acaso podem sair águas doces e água amarga da mesma fonte? Pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce.
Ou seja, podemos perder confiança, amizade, amor e familiares pela nossa boca quando mal usada; é só uma questão de ter discernimento para usá-la, pois por incrível que isso pareça a palavra tem poder.
Quando colocamos freios na boca dos cavalos para que eles nos obedeçam, podemos controlar o animal todo. Tomem também como exemplo os navios, embora sejam tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um leme muito pequeno, conforme a vontade do piloto. Semelhante mente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha.
Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniqüidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada no final.

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